A ferocidade de seus seguidores mais radicais nas redes sociais aumenta sem parar, insuflados por Jair Messias e pelo gabinete do ódio” Por Eric Nepomuceno, no site Brasil-247

Em 1989, e pela primeira vez em vinte e nove anos, os brasileiros puderam votar para presidente. Durante todo esse período imperou a ditadura militar, que impôs quem quis na poltrona presidencial.

De lá para cá foram eleitos cinco candidatos, sendo que três deles – Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff – conseguiram a reeleição.

Houve, é verdade, momentos de tensão nas campanhas. Mas nada, nem de longe, que possa ser comparado ao que estamos vendo este ano.

E qual a fonte dessa tensão crescente? Jair Messias e seu bando.

Oficialmente, a campanha eleitoral começou nas ruas no dia 16 de agosto e no rádio e na televisão dez dias depois.

Isso, oficialmente. Mas como costuma acontecer no Brasil, entre o oficial e a realidade há uma distância de muitas milhas marítimas.

Desde seu primeiro dia na presidência, Jair Messias não fez outra coisa, além de destroçar o país, que campanha pela reeleição.

Ah, claro, tem uma terceira coisa que ele faz a cada hora de cada dia: mentir, mentir e mentir.

A ferocidade de seus seguidores mais radicais nas redes sociais aumenta sem parar, insuflados por Jair Messias e pelo gabinete do ódio capitaneado pelo vereador nacional Carluxo.

Os dois – e todo o resto do bando – sabem que, sem a imunidade assegurada pela presidência, o destino de Jair Messias e parte substancial da sua quadrilha será a cadeia. Daí a sua pressão.

Não podemos nem devemos esperar outra coisa que mais ataques de Jair Messias ao sistema eleitoral brasileiro.

A cantilena exaustiva de que Lula só será eleito se houver fraude é a mais clara convocação de manifestações violentas como as protagonizadas por seguidores de Donald Trump que culminaram com a invasão do Capitólio.

Escrevo no começo da tarde de sexta-feira, e já temos dois assassinatos cometidos por bolsonaristas.

Daqui até o domingo dois de outubro, primeiro turno da votação, quantos teremos? E se houver um segundo turno, quantos mais?

Jair Messias dá claríssimas mostras que, além de desequilibrado sem remédio, está cada vez mais desesperado.

E quanto mais desesperado ele fica, maior o perigo que estende sua sombra macabra sobre cada um de nós.

O que temos pela frente são marés de tensão. Mais e mais tensão.